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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O pequeno príncipe diferenciado


Fatos da minha terra

Lançarei neste blog uma série de pequenos relatos da minha terra, serão narrativas curtas que mostram um pouco do cotidiano da terra da fantasia.

O texto de hoje é o primeiro relato, espero que gostem e comentem. 


Dizem que a minha cidade é democrática e do povo, porém, por algum motivo ainda não compreendido tem o seu pequeno príncipe, que não é reconhecido, mas acha que é, então, eu e meus conterrâneos fingimos “entendê-lo”.  Este é o grande paradoxo de nossa terra, pois o pequeno príncipe é o zelador da alegria juvenil, da saúde jovial – e se diz diferenciado, diz que dá para ser diferente. Às vezes penso: diferente do que? Se ele pertence à família real, ou seja, pergunto-me se ele quer que eu seja diferente da família real, logo: diferente dele. Estranho, não?
As respostas que vêm à minha cabeça são atormentadoras, então, prefiro fingir entender a família real. O duro é que com esta alienação diferenciada, todos eles (família real) estão chegando ao estado pleno da decadência, o que faz meu povo ficar cada vez mais aflito.
O que nos anima é a mensagem de um forasteiro de bons sentimentos que passou por nós e disse que teremos uma revolução à francesa, com direito a liberdade, igualdade e fraternidade. Temos ansiedade por isso.   
Que se vá o pequeno príncipe diferenciado.  


Desafio: Como o príncipe se chama?

Próximo relato: O rei diferenciado está morto, viva o novo rei!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Jundiaí e seu "Grande Irmão"

As redes sociais têm colaborado em larga escala para um processo de autodescobrimento que a cidade de Jundiaí vem passando. Principalmente no Facebook, onde personagens dos grotões da política local – que em outrora eram conhecidos somente pelos seus padrinhos e adversários -, estão se tornando figuras públicas, com um adendo: estão conclamando por isto.
Em grupos criados para discutir diversos temas no Facebook, a contratio sensu da finalidade, os funcionários de cargo de confiança da prefeitura estão usando certos fóruns para defender seus empregos com veemência. Com o adereço do suposto apartidarismo, atacam como “trolls” (veja no link a definição de troll por Edgar Borges Junior) aqueles que, por qualquer motivo, criticam a administração tucana da cidade.
Pior: Aos gritos, alguns CCs dizem que recolhem nas bancas e jogam fora os jornais que são fora da linha editorial padrão da cidade.
Os CCs defendem seus benfeitores sempre em tom jocoso às críticas feitas, porém, sem nunca apresentar um contraditório embasado. Tentam denegrir a biografia do denunciante, e usam de todas as armas que a truculência digital pode oferecer.

Combatentes da causa:
Existem cerca de 20 pessoas trabalhando na tropa de choque pela estabilidade da imagem da administração local – não por lealdade pessoal, mas pelo emprego que a mesma proporciona -, e estão desesperadas com o cenário político de mudança que vem se formando na cidade.
Um deles já foi presidente do partido ao qual sou filiado com muito orgulho, o PCdoB, e usava sua posição para deixar o partido na gaveta do PSDB. Logicamente ele nunca teve alinhamento ideológico com o partido de João Amazonas e não está mais nos quadros da cidade, ou seja: não é mais filiado. Há um bom tempo exerce certa função em certa autarquia da prefeitura; alguns colegas que trabalharam com o mesmo no passado, dizem que em outrora, o sujeito só aparecia no trabalho para assinar a folha de ponto.

Intenção
Em suma, essas figuras mitológicas do espectro político local desejam mamar para sempre nas tetas da loba chamada Jundiaí e para isto, querem impor um regime muito parecido com o descrito no romance distópico de George Orwell – 1984, onde é extremamente proibida a critica ao “Grande Irmão”, suposto benfeitor de todos.

                           É proibido criticar o "Grande Irmão"

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Está na hora de exercer a verdadeira liberdade de expressão em Jundiaí

Denunciando as vilanias do prefeito, a imprensa cumpre o seu papel

Jundiaí é uma terra de contradições. Muitos dizem que o prefeito Miguel Haddad é um grande homem, integro e cheio de qualidades administrativas que o faz ser um bom prefeito. Outros, tidos como antipáticos, o consideram um político ultrapassado, um péssimo administrador e pior: um praticante de vilanias. Sou um antipático, não por antipatia ao prefeito, mas por não aguentar mais tanta incompetência e falta de transparência.
Os grandes veículos de imprensa de nossa terra contribuem para com os amigos do Miguel, enaltecendo suas maquetes e comerciais produzidos pelo publicitário Duda Mendonça. Os veículos menores se arriscam no papel de prestadores de serviço à população, fazendo (ou tentando) algo mais próximo do jornalismo. E os blogueiros? Estes são aloprados, não economizam nos predicados ao prefeito, seja nas alturas do Tudo Em Cima, nas guerrilhas do Beduíno, no otimismo do Mais Jundiaí ou nos delírios do Japi Pelo Prisma da Esquerda, vez ou outra, o prefeito também toma um Pitaco Genérico.
Escrevo na madruga de segunda-feira. O frio está impiedoso em nossa cidade, como poucas vezes senti, mas inspirador, pois nunca se teve uma massa crítica tão criativa no torrão.  As redes sociais são terrenos frutíferos para a guerra ideológica que toma conta de Jundiaí, onde não existe censura editorial (como a sofrida por um tal “Aranha” em outrora), ou o risco de que seu jornal – produzido com tanto carinho e profissionalismo -, seja recolhido nas bancas antes de chegar à população. Ninguém mais é obrigado ler os editoriais escritos pelo “Paçoca” e seus devaneios causados pelo absinto tomado à beira rio.
A internet nos proveu a liberdade.  Uma liberdade prazerosa, que nos faz dormir pouco e viver tudo muito intensamente, pois militar pela causa avançada nunca foi fácil. Os tempos do paradigma do jornalismo imparcial estão ruindo, e o termo está ganhando – finalmente -, a categoria de lenda, onde a conscientização da incapacidade do homem de não empregar juízo de valor em qualquer objeto analisado está sendo desnudada. 
Manuel Carlos Chaparro, um dos portugueses da USP, explica tudo direitinho em sua Pragmática do Jornalismo, Ciro Marcondes Filho e sua excelência na análise materialista dialética, também, em diversas obras. Em suma, temos de nos conformar quando a linha editorial de um jornal não é a que gostamos, mas não podemos mais aceitar comentários balizados pela suposta imparcialidade. O jornalismo é humano, então, sofre de todos os males da espécie.
E este jornalismo, praticado pelos pequenos e aloprados, consciente de sua incapacidade de ser imparcial, vestiu a camisa de crítico, não por motivos pessoais para com o munícipe mandatário, mas por vontade de mudança, de alternância na cadeira maior do município e de mais seriedade com a população.
E como fazer isto? Fiscalizando todos os passos da prefeitura, preenchendo o espaço vazio, deixado pelos grandes jornais da cidade, de exercer a função de livre imprensa, que apura o fato sem ter de prestar contas a ninguém. Utopia? Não, questão de ousadia. Abaixe-se à ditadura do capital, onde o emprego é maior do que sua alma, ou a enfrente, com competência e persistência.
Qual é o combustível? As vilanias de Miguel, pois seus percalços administrativos não são novidade para ninguém, mas suas vilanias são requintadas, transvestidas nas mais diversas áreas, e aguçadas na especulação imobiliária, que é tão notória que causa constrangimento. Ou seja: muito trabalho tem de ser feito.
Uma convocação a todos os jundiaienses engajados nesta grande causa está sendo feita, não por meio deste artigo, mas pelas diversas manifestações de insatisfação de  nossa população. Os jornalistas, blogueiros e usuários das redes sociais estão convocados a exercer a verdadeira liberdade de expressão em Jundiaí.  

terça-feira, 31 de maio de 2011

Dia 31: o marco do outono do povo jundiaiense

Um dia histórico. Com certeza o dia 31 de maio de 2011 entrará na história das lutas dos movimentos sociais de Jundiaí, isto porque três manifestações ocorreram neste dia, dos mais diversos segmentos sociais. Trabalhadores e estudantes se manifestaram nestes atos, a começar pela aprovação em plenária da greve dos servidores públicos de Jundiaí, seguido pela manifestação em repúdio ao aumento da tarifa dos ônibus e a revolta dos estudantes bolsistas do Programa Escola da Família da Faculdade Pitágoras.
Greve dos servidores públicos de Jundiaí: Os funcionários públicos querem reajuste de 8%, aumento do valor do vale-refeição e implantação do Plano de Cargos e Carreira. A proposta feita pelo Executivo foi de reajuste salarial linear de 6,8%, com aplicação retroativa a partir de 1º de maio deste ano; reajuste de 21% do cartão alimentação, passando dos atuais R$ 190 para R$ 230, também a partir de 1º de maio. A proposta não foi aceita em assembléia realizada, com cerca de 300 trabalhadores, em frente ao paço municipal, sendo aprovada a greve, a começar no dia 1º de junho.
Manifestação em repúdio ao aumento da tarifa: Em ato realizado em frente ao Terminal Vila Arens, diversas forças políticas se posicionaram contrarias ao aumento de 9,4% na tarifa do Sistema Integrado de Transporte Urbano (SITU), de R$ 2,65 para R$ 2,90, onde cerca de 60 pessoas, das quais a maioria era constituída de jovens, reuniram-se para panfletar e discursar aos usuários do terminal e transeuntes das avenidas que circundam o mesmo. Este foi apenas o primeiro de muitos outros atos que acontecerão por esta causa.
Revolta dos estudantes bolsistas do Programa Escola da Família da Faculdade Pitágoras: 104 estudantes da Faculdade Pitágoras de Jundiaí estudam através do Programa Escola da Família do Governo do Estado de São Paulo, porém, a direção da instituição anunciou que irá encerrar as bolsas providas por tal programa, sendo que o mesmo garante idoneidade na mensalidade, fazendo com que os estudantes tenham que arcar com as taxas mensais, e muitos não têm condições financeiras. Os estudantes chamaram representantes da União Estadual dos Estudantes (UEE) para uma reunião marcada no dia 31, porém, o diretor se recusou a receber os representantes desta entidade. Resultado: todos os estudantes ficaram do lado fora da faculdade, em um apitaço, e a no dia 1º a UEE enviará seu advogado para discutir com a direção da instituição.  Este assunto com certeza proporcionará mais capítulos.  
  
Em suma, o dia 31 é o marco do outono do povo jundiaiense. Que seja o marco de início de muitas lutas e conquistas neste ano.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ônibus parados em Jundiaí

Os jundiaienses que necessitam de ônibus estão tendo de arrumar modos para se locomoverem, haja vista os ônibus estão parados, com certeza os taxistas estão se abonando deste dia de luta da classe dos trabalhadores rodoviários, pois muitos tiveram de chegar ao trabalho por este meio.
Hoje os trabalhadores das três empresas que prestam serviços de transporte público na cidade (Viação Leme / Viação Jundiaiense / Viação Três Irmãos) de Jundiaí estão parados, em prol de uma pauta de reivindicações que vai desde um melhor ajuste salarial à melhoria na qualidade dos veículos disponíveis na frota.
O ponto é que o transporte público em Jundiaí é motivo de muita contradição, pois após o investimento de mais de 70 milhões de reais na construção de sete terminais e uma nova rodoviária, o nível dos serviços não evoluiu e para alguns, até piorou.
Todas as reivindicações são justas em minha opinião, e a cobertura da imprensa local está como deveria estar, sendo esta cooptada, contra os interesses dos trabalhadores.
Recentemente, o Jornal Folha do Japi publicou uma tabela informando que Jundiaí tem uma tarifa mais cara que 24 capitais do Brasil, e já existem indícios que a tarifa irá aumentar de R$ 2,65 para R$ 2,90, contrariando o informado em fevereiro, onde a prefeitura se posicionou dizendo que não havia intenção de aumento.
Fato:  o transporte público em Jundiaí é ruim para os usuários e para os trabalhadores, pois paga mal aos trabalhadores e cobra caro dos usuários, mas não é só isso: querem aumentar a tarifa.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Solicitude demasiada

Qual é a principal função de um jornal? Informar, diriam os mais românticos, propagar, diriam os pragmáticos, vender, diriam os realistas, mentir e inventar, diriam os agnósticos.
Na minha concepção, a função seria informar, mas isto somente Gutenberg fez, doravante todos informaram, propagaram, venderam e mentiram, pois ninguém consegue escrever sem perspectiva ou ideologia. Se o pensar traz a existência, o observar traz a perspectiva, que busca na ideologia, a fundamentação para análise.
Estamos na era do jornalismo yuppie, o que para alguns é inevitável. Ser diferente vai fazer o jornalista ficar desempregado por mais tempo e qualificar-se melhor, mas não é tão ruim assim.
Para fugirmos da prostituição ideológica, obriguemos que os jornais aceitem o pluralismo ideológico - fato que só vai ocorrer quando houver união na classe -, ou seja, será uma árdua luta, e a desistência, em tais circunstâncias, será considerada uma nuance de leve desvio de caráter, ou não.
Em Jundiaí, a imprensa, com poucas exceções, tem posição: conservadora e pelega do Prefeito Miguel Haddad (PSDB) e do partido ao qual ele pertence, acredito que como empresas privadas, eles (os jornais) não estão cometendo nenhum crime, mas como cidadãos sim, pois para defender suas posições, escondem alguns fatos e supervalorizam outros.
A semana passada foi de grande agitação política, pois houve uma audiência pública – organizada pelo Movimento Jundiaí Livre -, com autoridades presentes, inauguração do escritório regional de um deputado eleito por 60 mil votos da cidade e um encontro do PSDB.
O único evento que mereceu atenção dos jornais foi o encontro do partido do prefeito, sendo que ninguém, dos 3 maiores jornais da cidade, esteve presente na audiência pública e  no lançamento do escritório do deputado, eventos que contaram com muito mais autoridades que o referido encontro.

Fica a pergunta: os jornais estão exagerando na solicitude ao poder público local ou apenas praticando o jornalismo yuppie? Talvez as duas respostas sejam cabíveis, mas que algo está sendo aplicado em doses cavalares, em um exagero constrangedor.